domingo, 12 de julho de 2009

O amor segundo Homero...

Em poucas palavras, 03 passagens interessantes extraídas de um dos melhores poemas épicos já escritos na história da humanidade, a Ilíada e a Odisséia.

1. Há relatos de que tudo começou – não se tem certeza se tal evento realmente ocorreu – quando Páris, filho do rei troiano, apaixonou-se perdidamente por Helena, esposa de Menelau, rei espartano. Helena era a mulher mais bela do mundo, e não foi à toa que Páris decidiu raptá-la. Seu desejo de viver um amor intenso era incontrolável! Tal decisão, contudo, foi causa de uma das maiores guerras já ocorridas na história da humanidade, isto porque, como era de se esperar, o rei do império espartano ficou extremamente enfurecido.
2. Consta, também, dos poemas de Homero – Odisséia – que Penélope (a tecelã dos sonhos), esposa do astucioso Ulisses, aguardou pacientemente pela volta de seu marido, que havia ido para Tróia. Nesse longo período, o pai de Penélope sugeriu que ela se casasse novamente. Contudo, por se tratar de uma mulher apaixonada e fiel a Ulisses, Penélope decidiu que o esperaria até a sua volta. Porém, diante da exaustiva insistência e pressão de seu pai, Penélope foi obrigada a aceitar a corte dos pretendentes à sua mão. Ela impôs uma condição: casaria somente após terminar de tecer uma colcha. E o tal objeto foi propositadamente tecido em tricô, para que, pela noite, o trabalho árduo executado durante o dia pudesse ser parcialmente desfeito. Assim foi feito: de manhã, aos olhos de todos, Penélope tecia a colcha e, de noite, a desmanchava. Um dia, uma de suas servas descobriu a farsa e revelou a verdade. Penélope, então, teve outra ideia e fez nova proposta para seu pai e para seus pretendentes: o homem que conseguisse atirar uma flecha com o arco que Ulisses tendeu, poderia se casar com ela. Nenhum pretendente conseguiu, até o dia em que um mendigo pediu permissão para atirar. Surpreendentemente, o pobre sujeito conseguiu acertar o alvo! Na mesma hora, Penélope reconheceu seu amado Ulisses, que finalmente acabara de voltar dos campos de batalha.
3. A guerra também revela a história de Heitor (na minha opinião, o mais corajoso e virtuoso guerreiro partícipe do conflito entre aqueus e troianos. Aquiles foi mero coadjuvante). As vozes do destino proclamavam que as muralhas de Tróia jamais cederiam enquanto o elmo flamejante se mantivesse vivo. E foi o que de fato ocorreu. “Na Ilíada, a cena em que Heitor se despede da sua esposa Andrômaca e de seu filho é particularmente comovente”. A obra apresenta o casal como símbolo do amor conjugal e da ternura. O amor é visto como a origem da beleza, da sabedoria e da bondade. Segundo autores, a humanidade só voltou a presenciar um amor como o de Heitor e Andrômaca milênios após o término da guerra infelizmente vencida pelos gregos.
Belos trechos que suscitam uma dúvida: trata-se de uma fantasia da literatura ou de poesia baseada em fatos reais?

Um comentário:

  1. Retribuindo a visita ok??
    http://maniaderafa.blogspot.com
    abraços
    Parabéns pelo Blog

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