domingo, 24 de março de 2013

Arrepia, ZAGUEIRO!



Limpa a área. Sai jogando. É o anjo da guarda da defesa. Não pode ser muito sentimental. Tem que ser sutil e elegante. Ter sangue frio. Acreditar em si. Ser leal. Tem que ser malandro. Quando tiver perigo com a bola no chão, pensar rápido e rasteiro. Tem que ser ciumento. Ganhar todas as divididas. E não deixar sobras para ninguém. Tem que ser o rei e o dono da área... Nessa guerra maravilhosa de 90 minutos. De 90 minutos. Arrepia, zagueiro!
Com a essa sensacional canção de Jorge Ben, aqui vai minha homenagem aos ZAGUEIROS...

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O mundo precisa de...




Assistindo aos seus documentários, cheguei à conclusão de que o mundo precisa de mais pessoas como Michael Moore. Por quê? Simples. Porque ele possui atributos importantíssimos que, conjugados, estão quase extintos atualmente: alta capacidade de reflexão e indignação, atitude e bom humor (muita irônia e sarcasmo).
Dentro de um cenário trágico, em um contexto social repleto de injustiças, abusos, dominações e mentiras, no qual a maioria da população é explorada e feita de idiota, Michael Moore tem minha admiração porque parece sensibilizar-se com questões sérias e empreende esforços na tentativa de provocar mudanças positivas no atual estado lamentável das coisas. Isso, para mim, já é muito! Muito mesmo, principalmente tendo-se em vista que, por conta da correria do dia a dia, pouco tempo se tem para reflexão acerca dos problemas coletivos. 
Ontem, tive a oportunidade de conhecer mais uma dessas figuras que, com uma pequena dose de humor, prestam um grande auxílio à sociedade, o OTÁRIO (Canal Otário). Segue abaixo um de seus vídeos:


"Que época terrível esta onde idiotas dirigem cegos". (William Shakespeare)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

"O Cadillac Azul"



Definitivamente, eu adoraria que inventassem uma máquina do tempo - do tipo "DeLorean" - e que fosse possível voltar, como num passe de mágica, muitas décadas atrás, passar um tempinho, tirar fotografias, conhecer pessoas, viver experiências e depois regressar ao presente, mais ou menos como fez Gil, em "Meia Noite Em Paris" (um dos meus filmes preferidos, além de "De Volta Para O Futuro"). Os Beatles, a seleção brasileira de 70, os filmes do Hitchcock no cinema, Grace Kelly... Ah... Seria bom demais!  

"O Cadillac Azul" se passa na década de 60 e conta a história de 03 (três) irmãos (um oficial militar, um jovem ainda em formação, e um sonhador romântico) que, por ordem do pai, reunem-se com o objetivo de levar um lindo "Cadillac" até Miami para presentear a mãe. Durante a viagem pelos EUA, os 03 (três) passam a se conhecer melhor. Com diversas cenas engraçadas, trechos de romance e de emoção, o filme entra na minha lista de favoritos!

Na trilha sonora, The Kingsmen, com "Louie Louie". Que música!




domingo, 10 de junho de 2012

Havana Vieja - Cuba

E por alguns instantes, tive a sensação de estar na década de 50, participando de um filme, apreciando tudo ao vivo e a cores...

Foto tirada por Titusz.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Grande Portugal!

"O mundo é tão competitivo, agressivo, desgastante, egoísta que durante o tempo que passamos aqui temos que ser tudo menos isso". José Mário dos Santos Félix Mourinho


Caipira, Cidadão Sueco e Titusz em Castelo de São Jorge, Lisboa, Portugal.

segunda-feira, 12 de março de 2012

As lágrimas que o mundo ignora.


Menino sírio chora pela morte do pai. Ontem, mais 119 morreram em Idlib. Enquanto o resto do mundo permanece de olhos fechados, o banho de sangue não tem data para terminar...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Blog Action Day - 2011

Dicas de uma alimentação mais saudável...


sábado, 26 de fevereiro de 2011

A alegria é um produto de mercado...



Leia, pense, reflita...

Está chegando o carnaval. Antigamente o carnaval vinha aos poucos, com as cigarras e o imenso verão, com as marchinhas de rádio que aprendíamos a cantar. Hoje, o carnaval se anuncia como um prenúncio de calamidade pública, uma "selva de epiléticos", com massas se esmagando para provar nossa felicidade. A alegria natural do brasileiro foi transformada em produto.
Hoje em dia é proibido sofrer. Temos de "funcionar", temos de rir, de gozar, de ser belos, magros, chiques, tesudos, em suma, temos de ter "qualidade total", como os produtos. Para isso, há o Prozac, o Viagra, os "uppers", os "downers", senão nos encostam como mercadorias depreciadas.
O bode pós-moderno vem da insatisfação de estar aquém da felicidade prometida pela propaganda. É impossível ser feliz como nos anúncios de margarina, é impossível ser sexy como nos comerciais de cerveja. Ninguém quer ser "sujeito", com limites, angústias; homens e mulheres querem ser mercadorias sedutoras, como BMWs, Ninjas Kawasaki. E aí, toma choque, toma pílula, toma tarja preta. Só nos resta essa felicidade vagabunda fetichizada em êxtases volúveis, famas de 15 minutos, "fast fucks", "raves" sem rumo.
A infelicidade de hoje é dissimulada pela alegria obrigatória. "A depressão não é comercial", lamentou um costureiro gay à beira do suicídio, mas que tinha de sorrir sempre, para não perder a freguesia.
O mercado nos satisfaz com rapidez sinistra: a voracidade, a tesão, o amor. E pensamos: Eu posso escolher o filme ou música que quiser, mas, nessa aparente liberdade, "quem" me pergunta o que eu quero? A interatividade é uma falsificação da liberdade, pois ignora meu direito de nada querer. Eu não quero nada. Não quero comprar nada, não quero saber nada, quero ficar deprimido em paz.
Acho que a depressão tem grande importância para a sabedoria; sem algum desencanto com a vida, sem um ceticismo crítico, ninguém chega a uma reflexão decente. O bobo alegre não filosofa pois, mesmo para louvar a alegria, é preciso incluir o gosto da tragédia. No pós-guerra, tivemos o existencialismo, a literatura com gênios como Beckett e Camus ou o teatro do absurdo, o homem entre o sim e o não, entre a vida e o nada.
Estava neste ponto do artigo, quando me chegou às mãos um artigo chamado Elogio da Melancolia, de Eric G. Wilson, da Universidade de Wake Forest. Veio a calhar. Com destreza acadêmica, ele aprofunda meus conceitos. Ele escreve:
"Estamos aniquilando a melancolia. Inventaram a ciência da felicidade. Livros de autoajuda, pílulas da alegria, tudo cria um "admirável mundo novo" sem bodes, felicidade sem penas. Isto é perigoso, pois anula uma parte essencial da vida: a tristeza."
Ele continua:
"Não sou contra a alegria em geral, claro... Nem romantizo a depressão clínica, que exige tratamento. Mas, sinto que somos inebriados pela moda americana de felicidade. Podemos crer que estamos levando ótimas vidas livres, quando nos comportamos artificialmente como robôs, caindo no conto dos desgastados comportamentos "felizes", nas convenções do contentamento. Enganados, perdemos o espantoso mistério do cosmo, sua treva luminosa, sua terrível beleza. O sonho americano de felicidade pode ser um pesadelo. O poeta John Keats morreu tuberculoso, em meio a brutais tragédias, mas nunca denunciou a vida. Transformou a desgraça em uma fonte vital de beleza. As coisas são belas, porque morrem - ele clamava. A rosa de porcelana não é tão bela como aquela que desmaia e fenece."
Li também num texto de Adauto Novaes uma citação de Paul Valéry: "O que seria de nós sem o socorro do que não existe? Se uma sociedade elimina tudo que é vago ou irracional para entregar-se ao mensurável e ao verificável, ela poderia sobreviver? (...) tudo o que sabemos e tudo que podemos hoje acabou por opor-se ao que somos. A ordem exige a ação de presença de coisas ausentes".
Ou seja - digo eu -, o que seria de nós sem as coisas vagas com que podemos sonhar?
A resposta a isso eu encontrei num texto de Vargas Llosa publicado no El País: "Palavras como "espírito, ideais, prazer, amor, solidariedade, arte, criação, alma, transcendência" significam ainda alguma coisa? (...) Antes, a razão de ser da cultura era dar resposta a esse tipo de perguntas, porém o que hoje entendemos por cultura está esvaziada por completo de semelhante responsabilidade. Hoje o que chamamos de cultura é um mecanismo que nos permite ignorar assuntos problemáticos; é uma forma de diversão ligeira para o grande público esquecer-se do que é sério, como uma fileira de cocaína ou férias de irrealidade."
Aliás, este é o grande sonho do mercado: a satisfação completa do freguês. No entanto, a melancolia, a consciência do tempo finito é o lugar de onde se contempla a beleza. Há uma conexão entre tristeza, beleza e morte. Só o melancólico cria a arte e pode celebrar a experiência do transitório resplendor da vida. A melancolia, longe de ser uma doença, é quase um convite milagroso para transcender a banalidade cotidiana e imaginar inéditas possibilidades de existência. Sem a melancolia, a terra congelaria num estado fixo. Mas se permitimos que a melancolia floresça no coração, o universo, antes inanimado, ganha vida, subitamente. Regras finitas dissolvem-se diante de infinitas possibilidades. Mas, por que não aceitamos isso? Por que continuamos a desejar o inferno da satisfação total, a felicidade plena?
Por medo. Escondemo-nos atrás de sorrisos tensos porque temos medo de encarar a complexidade do mundo, seu mistério impreciso, suas terríveis belezas. Usamos uma máscara falsa, um disfarce para nos proteger deste abismo da existência. Mas, este abismo é nossa salvação. A aceitação do incompleto é um chamado à vida. A fragmentação é liberdade. É isso aí, bichos - como se dizia em tempos analógicos.

Arnaldo Jabor

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O pálido ponto azul.


Há certos vídeos que me deixam atônito, bem confuso.
No mundo da arte (cinema), esse sentimento estranho, essa descarga de sentidos e emoções inexplicável denomina-se "catarse".
Constantemente ingresso nesse estado de catarse. E confesso... O vídeo abaixo, embora curto, causou certa pertubação.

Sem mais delongas...


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Blog Action Day - 2010 - "Água"


Século XXI, ano de 2010. E grande parte da população brasileira ainda mora em residências sem rede coletora de esgotos - o problema atinge mais da metade dos 5.565 municípios brasileiros. Entre as regiões, existem diferenças gritantes. Enquanto no Sudeste, mais de 70% da população tem acesso à rede de esgoto, no Nordeste, menos de 10% dispõe do mesmo serviço. Ninguém discute que saneamento é fundamental. Mas se o investimento nessa área gera economia a longo prazo (principalmente na área da saúde), por que tão pouco é feito para melhorar a situação? Falta prioridade. Poucos políticos colocam o sanemanento como questão emergencial... Poucos políticos colocam a questão da ÁGUA como questão emergencial... Poucos políticos sabem o que significa a ideia de desenvolvimento sustentável...
O 2º turno da eleições presidenciais está próximo. É uma boa oportunidade para o debate da questão.
Vamos discutir! Façamos nossa parte!